domingo, 24 de abril de 2011

Fênix




A lenda da Fénix, ave única e de beleza inigualável, está relacionada com o Egito e com o culto pelo Sol e sobretudo diz respeito à morte e ao ressurgimento.
Quando a Fénix sente que chega o fim da sua existência, se recolhe e acumula plantas aromáticas: incenso, cardamomo e resinas. Constrói com todas elas um grande ninho exposto aos raios solares. O calor do Sol, incidindo sobre as plantas secas, incendiará o ninho e a Fénix arderá com ele e converter-se-a em cinzas.
Então, dessa cinza, impregnada com os restos da Ave, nasce uma pequena larva, que, se transformará na nova Fénix.


Muitos de nós somos Fênix; o fim de nossa existência acontece quando é hora de nos transformarmos. Este momento acontece muitas vezes em nossas vidas e só cada um percebe quando está para chegar. Nesta hora acumulamos nossos aprendizados, nossas atitudes e esperamos que o calor da fé queime tudo que é nosso e não vibra mais na mesma sintonia. No instante da mudança ardemos como a ave, nos questionamos, nos encontramos e sentimos as dores do desapego até cairmos ao chão da consciência com certa pseudo-destruição. Para então nos juntarmos novamente, agora renovados e fortalecidos, cuidadosos e atentos, talvez mais humildes e simples até crescermos uma nova fênix.


Paz e luz!!!

domingo, 10 de abril de 2011

Salve Ogum! Ogum yié! Ogunhê!

Ogum é a divindade masculina iorubá que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal, é o arquétipo do guerreiro. Sua figura é associada à luta, à conquista, e a força. Depois de Exú está mais próximo dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada pela umbanda; seu sincretismo é São Jorge que é um tradicional guerreiro dos mitos católicos, também lutador, destemido e com iniciativa.

Em uma das lendas iorubás, Ogum não se preocupava em administrar o reino do seu pai, Odudua. Foi substituto do pai em alguns trabalhos e não gostava de ficar parado no palácio. Sempre estava com algum romance com as moças da região e arrumava brigas com os namorados delas. Criou assim uma imagem política desmoralizante e por isso acabou sendo enviado para o que mais gostava de fazer: lutar para conquistar territórios.

Se pensarmos na lenda, Ogum é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em administrar os resultados delas.

É o senhor do ferro sendo o padroeiro de todos os que o manejam. É também o orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. É o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão.

Comparando com os signos, em Áries tem a energia da explosão criativa e indomada, é inesgotável como Capricórnio e possui a visão prática, utilitária e a determinação na busca de objetivos, além da capacidade de trabalho do Touro.

Ogum não se interessa por atividades que exijam tempo, paciência e sutilezas diplomáticas; gosta mesmo de falar diretamente a verdade sem ter que se preocupar num discurso para cada pessoa. Tem uma arrogância demasiada para modificar seu modo de falar e ter de pensar que o que é lógico e válido para ele pode não ser para outros. Pouco se importa com a comodidade e dispensa o luxo.

Seus gostos vem da simplicidade como dormir no chão, pois precisa estar em contato direto com a natureza, dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila. Ele não é do tipo austero e sim sério. Quando fica irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo.

Em relação ao amor, quando apaixonado, sua sexualidade é devastadora e não se contenta em esperar nem aceitar a rejeição. Fora da guerra é o Orixá da alegria, da diversão, da delícia de viver, especialmente no contato com amigos. Gosta de ter muita gente em volta ouvindo suas histórias. Seu número é o sete.

O Arquétipo dos filhos de Ogum, nos aspecto psicológico mostra um comportamento violento, impulsivo, conceito de honra, sendo incapaz de perdoar as ofensas sérias de que é vítima. Mas sempre termina tudo com uma boa gargalhada por ter reconhecido no adversário uma espécie de cúmplice de jogo. Gosta de guerrear a sério ou de brincadeira, apenas para medir forças. Os homens e mulheres que tem Ogum como seu orixá de cabeça vão ter comportamentos diferentes de acordo com o segundo orixá que os influencia (o ajuntó), podendo atenuar sua tonalidade sangüíneo-passional ou aumentá-la ao extremo. De qualquer forma, terão em comum alguns traços como serem conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar ou pessoa por muito tempo, apreciadores das novidades tecnológicas, dos novos caminhos da ciência e de novas formas de desempenho profissional. Os filhos desse Orixá são pessoas curiosas e resistentes as mudanças, com grande capacidade de concentração no objetivo a ser conquistado, tem grande coragem, franqueza absoluta (chegando mesmo a falta de tato), rudez e líder nato.

Em termos físicos tende a ser esguio, musculoso e atlético, mas não necessariamente volumoso. Tudo em Ogum se aproxima do conceito de despojamento, do ser que não tem tempo para ser vaidoso, por que está sempre de passagem. A vida dos filhos deste orixá é movimentada, sua casa tem poucos móveis, quase nunca de estilo antigo e de características barrocas, com cantinhos difíceis de limpar. Será um lar austero, com poucas peças, sempre muito práticas, deixando grandes espaços vazios, o importante para ele não é criar um ambiente harmonioso, mas ter cadeiras para sentar, mesa para servir as refeições ou trabalhar e pronto.


Já em relação ao culto do orixá, terça-feira é seu dia. Sua cor é o azul-índigo em alguns terreiros ou o vermelho ou ainda, o vermelho e branco. Sua saudação é Ogunhê, seu elemento é o ferro, seus domínios são os caminhos e as guerras, seus instrumentos de atuação são a espada e o escudo. Dentre os Oguns mais conhecidos temos Ogum Iara, Ogum Megê, Ogum Beira Mar, Ogum Sete Ondas, Ogum Damasciano, Ogum Xoroquê, Ogum Sete Espadas, Ogum Matinada, Ogum Naruê, Ogum Sete Lanças, Ogum de Ronda entre outros.

Dia 23 de abril é comemorado seu dia e pessoas do Brasil inteiro participam de grandes festas dentro das religiões africanas e na Umbanda. É este o dia magístico para os pedidos de força pessoal, de coragem, de determinação e de agradecimento pelas conquistas realizadas.


Salve nosso Pai Ogum!!!

Páscoa e Umbanda



A Páscoa é uma festa comemorada pelo catolicismo que mostra um Cristo ressucitado. Para a Umbanda, Jesus Cristo, ou em seu sincretismo, Pai Oxalá, apenas ressurgiu em espírito para consolar seus irmãos e lhes falar sobre suas missões, além de lhes mostrar que a vida é eterna, apenas o que muda são as roupagens que vestimos e onde as vestimos.

Para mim, em especial, na Páscoa devemos comemorar o ressugir de nós mesmos,nosso recriar, nosso reinventar e,no melhor dos termos, nosso reconstruir. É isto que nosso Oxalá veio avisar que após a quaresma, período onde as trevas tem permissão de estarem mais atuantes, período onde nossas fraquezas estão acentuadas, este seria o momento de pararmos para prestar atenção em nós mesmos, em nossas atitudes e em nossa evolução para seguirmos em frente fortalecidos e confiantes no propósito da caridade em geral.

Sem julgamentos em relação a esta festa, cada religião comemora de uma forma e não cabe a mim críticas aqui. O ritual que cada um realiza nesta semana, chamada de santa, deve ser respeitado, mas acima de tudo, não podemos esquecer que nossa base vem da Igreja Católica é normal que tenhamos algumas ações parecidas com aquilo que está introjetado de nossa cultura em nossas moradas.

Só acredito que a escolha de ser umbandista me dá o direito de comemorar a Páscoa com ritual determinado, ou seja, neste dia irmãos de fé, façam sua oferenda a Oxalá. E não se esqueçam que a melhor forma de oferendar a este Pai não é alimentando-o huma mata simplesmente, mas sim alimentando os seus filhos necessitados no caminho; pratiquem a caridade do pão, do amor, a atenção com seus familiares, num asilo, orfanato, nas ruas. Não vamos deixar com que dogmas nos impeçam de realizar aquilo que nosso coração vibra. Vamos lembrar sempre que UMBANDA É PAZ E AMOR antes de achar que a verdade deve ser absoluta.

Paz e luz! Boa Páscoa! Bom renascer!


domingo, 13 de março de 2011

Instrumentos dos guias e médiuns


Todos os guias da nossa amada umbanda utilizam de determinados instrumentos para realizar sua magia, por exemplo os caboclos e pretos velhos usam as ervas, com receitas de chás, banhos e trabalhos específicos; os ciganos e povo do oriente utilizam das pedras, cartas, incensos, frutas, água entre outros; os marinheiros usam água de mar, conchas; os boiadeiros usam terra, chás, ervas; os baianos usam coco, azeite de dendê, pimentas etc; os erês os doces em geral; a linha da Esquerda usa pinga, fumo, champagne, pimenta, dendê, limão, alho, casca de cebola e ervas; todos os guias usam em comum as velas, mel, o Evangelho de Jesus. Mas o que tem que existir de comum neste aspecto é o conjunto mediúnico: médium X guia. Como que um caboclo pode passar um banho para limpeza de miasmas se o médium que o incorpora não conhece ervas? Como que um preto velho pode passar um macerado de erva para cura se o médium não sabe nem o que é um? Como que um cigano pode passar um trabalho com pedras se o médium nem imagina que existem cristais ativadores de energia específica e pedras que podem proteger contra negatividade? Como que um erê pode usar doces para abrir caminho de um filho de fé se o médium não sabe se quer que estes guias de luz não incorporam só para brincar e que a própria brincadeira deles tem um fundamento? Esta é uma questão muita séria hoje nos terreiros. Alguns médiuns acreditam que o guia saber já é o suficiente e esquece que a relação é de conjunto mediúnico, isto é, o guia saber é óbvio porque se não o fosse ele não estaria nesta condição mas ele só pode trabalhar com tudo que conhece se seu "aparelho" estudar e cooperar na transmissão.


Ser um médium umbandista de incorporação é ter responsabilidade pela própria evolução pessoal, ser moralmente ativo e reconhecer na caridade o fundamento principal da religião, além disto é ter responsabilidade pelos guias que trabalham conosco proporcionando meios de um trabalho real em prol de nosso próximo.


Conscientização de nossa missão umbandista, bom senso e estudo sempre fará com que nossa umbanda seja difundida em sua iamgem real e com tuda seriedade. Pensemos nisto!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Umbanda e Carnaval


O Carnaval é a festa popular mais conhecida do mundo. Teve início antes da era cristã no Egito, Grécia e Roma. A partir do século XI, foi implantado pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a quaresmaA palavra "carnaval" está relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" do grego significa carne e "valles" significa prazeres. 
O carnaval da antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. Os escravos nesta época eram soltos e não tinham restrições morais. No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os bailes de máscaras. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.
Ver imagem em tamanho grandePor conta do desregramento moral, pelo uso de drogas, bebidas e sexo abusivos, o padrão vibratório dos foliões abaixam e espíritos trevosos tomam conta da energia que o mundo está vibrando.
Nesta época em especial, portais negativos se abrem, com a permissão de nosso Pai Oxalá, para que haja resgate de espíritos que vibram em sintonias diversas. na grande maioria eles não seguem um caminho de luz e ficam em Terra fazendo algazarras e obsediando quem permite. Portanto, o clima fica mais propício as tentações carnais.
Não é errado comemorarmos o carnaval, a única diferença para nós da umbanda é que recomendamos que médiuns e assistência brinquem esta festa com sabedoria, sem exageros. Aos médiuns em especial, é importante que seja feita uma firmeza para seus exús na sexta-feira anterior ao carnaval e uma firmeza aos guias da Linha da Direita, além dos banhos de defesa.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sejam Benvindos !

Que a Luz do Criador se estenda à todos que buscam a evolução espiritual dentro de um caminho de fé, reforma íntima, tolerância e labor na Seara do Bem.

Esperamos que juntos possamos vencer as demandas as quais nós mesmos nos imputamos ao longo de nossa jornada evolutiva.