sábado, 18 de fevereiro de 2012

Bem vindos!


Sejam bem vindos irmãos de fé, todos aqueles que creem na espiritualidade, na Umbanda, nas religiões africanas, nas demais religiões de fato, aos curiosos e descrentes, que possamos neste ano ser a humilde ponte que nos leva a sabedoria do espaço desconhecido e que estejamos fortes para nossas auto-descobertas e mudanças internas necessárias afim de se atingir passos da evolução.
Que nossos guias estejam conosco em 2012 e que a chama de nossa fé se mantenha acesa a cada obstáculo encontrado!!!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Agosto, mês de Obaluaê e Omulu

No mês de agosto se comemora o orixá Omulu e Obaluaê. Omulu onde “omó”, em Yorubá, significa filho, menino. Esse orixá tem a propriedade de transformar a evolução humana. É um orixá fundamental em todos os Axés. Relaciona-se com todos os orixás, já que o elemento terra é a base de todos os outros três elementos da natureza: água, ar e o fogo, que nasce de dentro da terra.
São Lázaro
Obaluae pelo sincretismo da Umbanda.

Orixá que está diretamente relacionado com a fertilidade da terra (prosperidade), sendo um orixá muito rico. Também está ligado às doenças infecciosas que causam febre, doenças epidêmicas, às doenças de pele, e às doenças da gravidez. Omolu é o orixá que protege o homem dos efeitos maléficos causados pro todos estes processos.
Filho de Oxalá e Nanã tem como símbolo o Xaxará, objeto que representa a imagem coletiva dos ancestrais. E sendo Onilé “Mãe terra” (o grande ventre), Omolu é a simbologia do ventre fecundado e de todos os espíritos contidos na terra.
Na Umbanda, Omulu e Obaluaê compartilham da mesma energia, sendo que o primeiro é conhecido como o mais velho e o segundo o mais novo.

Pra que serve essa tal mediunidade?

Muitas vezes pensei, logo que comecei minha escolha espiritual, mas pra que será que serve essa tal mediunidade? Comigo não foi assim, mas presenciei uma mediunidade em desenvolvimento com muitas turbulências, amnésias temporárias, quedas físicas, falta de energia, entre outras coisas. Então, qual o sentido de se vir médium se o sofrimento é inevitável? Será que a dor física, a dor da rejeição dos outros, a dor de se sentir isolado, imcompreendido, endoidecido vale a pena diante do desenvolvimento mediúnico? Qual sentido pra tudo isto?
Tantas questões, na cabeça de uma pessoa de 23 anos e que apenas agora mais de 10 anos depois, estão claramente respondidas. A resposta veio ao longo desta jornada de encontro pessoal.
Essa tal mediunidade serve para se descobrir, para se reconhecer e se reconstruir a cada obstáculo. É com essa tal mediunidade que fazemos escolhas e que mudamos nossos valores, é que caminhamos ao lado do amor e da luz e a cada dia vale mais a pena, principalmente quando sentimos a gratidão e meiguice do preto velho, o sorriso do caboclo, a alegria do baiano, a inocência sábia das crianças, a descontração do marinheiro, a disciplina do boiadeiro, a magia do cigano, a força do exú, a sensualidade da pomba gira, a peraltice do exú mirim, a vibração dos orixás, o conhecimento dos médicos, a sabedoria dos mestres orientais, a luz dos freis e madres e além disto tudo, a mudança que acontece em nossos irmãos de fé.
Não me sinto especial por ter essa tal mediunidade, de verdade, me sinto grata por poder trabalhar com irmãos espirituais maravilhosos, por ter encontrado minha família espiritual nos meus irmãos de umbanda e por poder praticar a maior lição que Jesus nos deixou: a caridade, comigo mesma, com meus amigos, com minha família, com os desconhecidos do caminho e com os assistidos que buscam com os guias palavras salutares.
Por tudo isto e muito mais que as palavras não alcançam é que essa tal mediunidade serve! Aos que começam agora lembrem-se que este é apenas o começo e nunca é tarde demais para se reconstruir, aos que já começaram, independente do tempo que faça, lembrem-se que nunca é tarde demais para se reciclar!
Paz e luz!

domingo, 19 de junho de 2011

Nanã

Dia 26 de julho comemoramos o dia da Orixá Nanã Buruquê. Ela é o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte. É a própria evolução do Ser. Deusa dos rios, lagos e pântanos; a Mãe das águas e das Iabás (Orixás femininos), pois é a mais velha das mães. Seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para o povo Jeje da região do antigo Daomé, Nanã significa mãe, a grande Mãe da Sabedoria.
É representada como a grande avó de energia amorosa e feminina, é a ela que clamamos quando precisamos nos auto-perdoar e nos libertar do passado. Ela representa o colo que aconchega, acolhendo amorosamente nossas dores para nos ajudar a transformá-las com sabedoria.
O seu elemento é a lama do fundo dos rios. Ela é a deusa dos pântanos, da transcendência e da morte, que está associada à terra pois para onde somos levados quando morremos. Nanã é considerada a mais velha dos Orixás das águas, age com rigor em suas decisões, oferece segurança, mas não aceita traição. É uma figura muito controversa no panteão africano: ora perigosa e vingativa, ora desprovida dos seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido.
Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com dignidade e gentileza. São pessoas lentas no exercício de seus afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar uma eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e excesso de mansidão, possuindo tendência a se comportar com a indulgência das avós. São pessoas bondosas, decididas, simpáticas, mas principalmente respeitáveis. Podem apresentar tendência a viver no passado e de recordações. As pessoas de Nanã podem ser teimosas e rabugentas, daquelas que guardam por longo tempo um rancor ou adiam uma decisão. Porém agem com segurança e majestade. Suas reações bem equilibradas e a pertinência das suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça. Seus filhos tem grande capacidade de perdoar, principalmente às pessoas que amam.
Sua Saudação – Saluba Nanã (dona do pote da Terra)
Sincretismo – Nossa Senhora Sant’ana
Cor – violeta ou lilás (sabedoria)
Guia de contas – Cristal lilás ou pedra ametista
Pedra – Ametista
Domínio – Lama e pântanos
Elemento – Água da chuva e terra (lama)
Saluba Nanã!!!

domingo, 29 de maio de 2011

Homenagem Santa Sara Kali e Povo Cigano - 24 de maio




Também conhecidos como "senhores da estrada", o povo cigano é conhecido por sua alegria característica, sua dança, música e roupas coloridas.


Percorreram a Índia toda, chegaram ao Oriente Médio e foram se espalhando pela Europa, África, América.


Eram divididos em vários clãs como os Banjaras (músicos e dançarinos), Hakkipikki (caçadores do centro sul da Índia), Gadha Lohar (trabalhavam com metais), Rabari (pastores de ovelhas, cabras e camelos), Korwas (fabricantes de pulseiras, colares e coroas), Kalibilias, Nat e Bopas (dançarinos, acrobatas de circo).


Estes clãs que geraram o nome "cigano" e estes estavam contidos em três grandes grupos: os Rom ou romas, que falam a língua romani, são divididos em vários subgrupos com denominações próprias como os Kalderash, Matchuaia, Lovara, Curara entre outros; são predominantes dos países balcânicos, mas a partir do século XIX migraram também para outros países euroupeus e para as américas; também tem os Sinti, que falam a língua romani-sintó e são mais encontrados na Alamenha, Itália e França, onde também são chamados Manuch; e, por fim os Calon ou kalé , que falam a língua caló, vivem principalmente em Portugal e na Espanha, onde são mais conhecidos com gitanos, mas que no decorrer dos tempos percorreram também por outros países da Europa e migraram e foram deportados inclusive para o Brasil.


Isto é só um pouco da cultura de um povo de luta, de amor, de fé que contribui para Umbanda com sua magia, suas palavras de sabedoria e carregadas de vida, seu sorriso e sua luz. Optchá Povo de luz!!!




ORAÇÃO A SANTA SARA KALI



Salve Mãe, Rainha, protetora dos ciganos.
Optcha Santa Sara Kali !!!



Santa Sara, pelas forças das águas.
Santa Sara, pelos seus mistérios. Tu possas estar sempre ao meu lado.
Eu, devota dos filhos dos Ventos, das Estrelas e da Lua Cheia, peço que a senhora esteja sempre ao meu lado. E que pelas fitas do Povo Cigano, a Estrela de Cinco Pontas, os Incensos; pelo meu altar, pela minha Cigana, eu possa ter sabedoria e amor para ajudar a toda criatura que vier a mim em busca de auxílio.
Santa Sara, eu vos peço que meus inimigos nunca me enxerguem, como sempre foste pare eles uma noite escura, sem estrela e sem luar.
Santa Sara me abençoe e acompanhe todos os meus amigos, e que sempre todos que baterem em minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e carinho para dar.
Que eu nunca seja orgulhosa e que sempre continue a mesma pessoa sincera e bondosa que sempre fui, sou e tenho certeza serei.
Assim seja!






segunda-feira, 9 de maio de 2011

13 de Maio - Homenagem aos Pretos Velhos

Um gemido de dor,

Um clamor de respeito se ouviu

Ao clarear do dia

Em que o navio chega à terra da diversidade!

A quebra das amarras, o arrebentar das algemas

Se deu ao eco de Zambi guerreiro,

Ao som de Oxalá, de Obaluaê, Omulu

De todos orixás;

Da cor da escuridão só se via luz!

Escravidão não se acaba com um gesto apenas

Escravidão se começa dentro de cada um

Povo livre que só se tornou cativo por opção

Povo de luta, de guerra e de paz

Povo de amor, da verdade

Povo que ensina, que aprende e apreende com as dificuldades

Salve os vovôs e vovós do gueto, do Congo, da Cabinda

Salve os pais e mães de Aruanda, D´Ângola

Aos tios e tias, aos véios,

Adupé Princesa Isabel pelo gesto de coragem!

Àforíji aos que não conseguiram se libertar

Das angústias, da tristeza, da hipocrisia!

Agó, Yagó

Em demonstrar em poucas palavras

Sentimentos sinceros!

Aos amados Pretos Velhos a quem tanto estimo

Tanto creio, tanto amo!

Alamoju a que ainda de dispõe a discriminação!

Dupe!

Graças a Olorun!

Salve Vô Sebastião, Vô Waltinho, Mãe Joana,

Vó Maria, Vó Sebastiana, Mãe Tiana,

Pai Chico, Pai Juvêncio, Pai Sabino,

Pai João d´Ângola, Pai Joaquim do Gueto,

Mãe Maria Redonda, Vovó Cabinda, Tia Guilhermina,

Titio da Caridade!

Salve todos os pretos velhos, esta linha da pureza, da simplicidade, da fé e da sabedoria!









Ética e moral umbandista

Ética e Moral se diferenciam já que o primeiro conceito busca fundamentar a melhor forma de viver o pensamento humano e o segundo é a realização normativa desta construção, quer seja hierárquica, cultural ou religiosa. Pensando nisto que a Umbanda se apóia na questões éticas para realizar seu trabalho. A umbanda, sendo um segmento religioso, tem uma pluralidade de idéias já que os terreiros contam com uma enorme gama de diversidade cultural. O importante é não se esquecer dos seus fundamentos que são igualdade entre os homens, prática da caridade, vestimenta branca, não ao sacrifício de animais e o evangelho em seu aconselhamento.


Pensando em minha prática e ousando dar uma opinião, acredito que a ética e moral devam ser um dos fundamentos desta amada religião, puramente brasileira, com agraciadas raízes africanas, e grandes contribuições indígenas. Numa gira muitos enfoques estão em questão; as regras da dirigência, do guia chefe, a consciência da função de cada um (médium incorporante, cambones, cambone chefe, mãe pequena etc) e o bom desempenho do grupo. Este último conta com a discrição dos trabalhadores em não comentarem casos a quem quer que seja e muito menos os disporem ao próprio julgo, pois o que pode parecer pequeno para uns tem outro peso para outros. Este é o grande treino de entendimento da beleza de Deus na construção de nosso corpo: dois ouvidos e uma boca, para que possamos ouvir mais do que falar e quando falarmos que seja apenas o necessário.


Neste sentido que penso ser saudável que reuniões de grupos se abram para estas discussões dentro dos terreiros, templos, centros de umbanda (ou chamemos como preferirmos) e ainda, que esteja claro aos assistentes e assistidos o funcionamneto esperado de cada Casa. É importante que os adeptos da religião não se apropriem da mesma com interesse pessoal e permitam discussões salutares, o que não acontece por receio de mostrarem suas facetas egoístas e vaidosas. Os verdadeiros umbandistas não temem falar sobre aspectos subjetivos e objetivos da religião por saberem ser este caminho o da melhoria constante, do crescimento e evolução da moralidade religiosa.


Saravá Umbanda! Que a ética e a moral sejam nosso norte e o bom senso nosso guia!!!